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Consertando redes


"Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os" (Mt 4:21)


O ministério de João era consertar. Consertar implica algo que existiu por um período, foi danificado ou quebrado e que agora necessita de um conserto para restaurá-lo à sua condição inicial.

A igreja existe desde o dia do Pentecostes. Entretanto, não muito depois disso, ela foi danificada por muitos pensamentos, opiniões, filosofias, ensinamentos e doutrinas diferentes. Ao ler o Novo Testamento e a história da Igreja, veremos que muitos conceitos prejudiciais penetraram na Igreja pelo judaísmo. Essas ideias danificaram a Igreja primitiva. Além disso, ainda no século primeiro, o gnosticismo, uma mistura de filosofia grega, egípcia e babilônica, também penetrou na Igreja, causando-lhe muito dano.

Dessa forma, a Igreja primitiva foi danificada tanto pelos conceitos religiosos judaicos como pelas idéias filosóficas gregas, que produziram inúmeras doutrinas e ensinamentos, e estragaram a Igreja, fazendo "rombos" na rede espiritual.

Grandes danos foram e são causados por grupos que se dizem cristãos, os quais não reconheciam que Cristo, o Filho de Deus, viera em carne. Eram os anticristos como chamava o apóstolo João (I Jo 2:18, 22 cf. I Jo 4:1-13). Quem se diz ser cristão e não confessa que Jesus Cristo veio em carne é considerado um anticristo.

Atualmente vários grupos das mais diferentes denominações que se dizem cristãs continuam causando danos à Igreja com seus modismos, unçãos, doutrinas, heresias e teologias que não condizem com o ensino bíblico. Nunca se fez tão necessário o surgimento de homens e mulheres de Deus comprometidos com a autenticidade dos ensinamentos das Escrituras Sagradas, para que sejam consertados os danos que continuam sendo causados a Igreja de Cristo.

A missão da Igreja no Novo Testamento - III



Comunhão

A palavra grega Koinonia (koinonia) é traduzida no Novo Testamento como "Comunhão".

O texto clássico para a koinonia (comunhão) é o prólogo da Primeira carta de João. O restante de I João é uma elaboração da koinonia, em três círculos:
- Permanecendo na luz (1:5 a 2:27);
- Vida (2:28 a 4:6); e
- Amor (4:7 a 5:21).

Houve épocas da história da igreja em que essa comunhão teve que ser manifestada de forma rstrita e isolada. Mas sempre há o perigo do complexo de inferioridade (menoridade) quando a "comunhão" se isola do "testemunho" e do "serviço" no mundo.

O melhor exemplo de koininia cristã é a Koinonia da Trindade (Jo 14:20). João exemplifica a koinonia com o quadro de Jesus com a videira e os discípulos como os ramos (Jo 15:1-11), em Jesus como amigos por quem Ele vai dar a vida (Jo 15:12-17) e como testemunhas num mundo sem Deus (Jo 15:18-27).

Outro exemplo de koinonia em João é a tríplice oração de Jesus descrita em João 17:
- Por si mesmo (Jo 17:1-5);
- Pelos doze discípulos (Jo 17:6-10); e
- Para todos que iriam crer no testemunho deles (Jo 17:20-26).

A unidade da comunhão é o maior testemunho da Igreja para o mundo.

O maior problema da missão da Igreja hoje é o equilibrio desses fatores: TESTEMUNHO, SERVIÇO e COMUNHÃO.

Radicais com a bandeira do SERVIÇO e conservadores com a bandeira do TESTEMUNHO do evangelismo e missões se toram uma ameaça à COMUNHÃO da Igreja.

Em épocas diferentes, como no Novo Testamento, o Testemunho, o Serviço ou a Comunhão precisam ser enfatizados na missão da Igreja. Mas qualquer um sem os outros dois é uma deturpação dos ensinos de Jesus e dos apóstolos.


A missão da Igreja no Novo Testamento - II


Diaconia

A palavra grega Diakonia (Diakonia) é traduzida no Novo Testamento como Serviço

Sem esquecer do "testemunho" como missão da Igreja, o apóstolo Paulo diz que o "Serviço" tem importância fundamental.

As epístolas básicas de I e II Coríntios, Gálatas e Romanos podem ser chamadas de "cartas das coletas". Todas elas falam da grande coleta que Paulo recolheu para os santos em Jerusalém. Uma parte inteira de II Coríntios 8 e 9, é sobre a graça de dar. Os pobres da Macedônia tinham se tornado um modelo de generosidade e graça. Uma das formulações mais importantes da Cristologia tem como pano de fundo a generosidade dos Corintios (II Co 8 e 9).

A missão da Igreja de Servir fica mais evidente em Romanos 15:7-33. Cristo é descrito com servo (diakonoV) não apenas para o povo judeu, mas também para os gentios (Rm 15:8; Mc 10:45).

Paulo está exercendo o ministério de sacerdote e apóstolo ao enviara grande coleta para os crentes pobres em Jerusalém. Esta coleta vinha da parte dos gentios. em nenhuma outra passagem Paulo descreve a si mesmo como sacerdote desempenhando uma função sacerdotal, a não ser em Romanos 15:16 e 27. No primeiro caso é a pessoa fazendo o serviço sacerdotal e no segundo, é o serviço feito.

Qualquer tentativa de separar o "testemunho" do "serviço" da Igreja, é uma contradição. As bençãos materiais dos gentios eram uma resposta de gratidão pelas bençãos espirituais dos judeus.

Podemos ver o equilibrio tão fundamental na missão da Igreja entre "testemunho", "serviço" e "comunhão", em Romanos 15:26ss. A contribuição em si é chamada Koinonia e o repatir o evangelho com os gentios é descrito pela palavra Ekoinonesan, que significa repartir, compartilhar (Rm 15:27).


A missão da Igreja no Novo Testamento - I



Testemunho

A palavra grega Marturia (Martyria) é traduzida no Novo Testamento como "testemunho".

O testemunho é a missão primária da Igreja em todas as situações, mas principalmente na visão Petrina. A fonte dos ensinos de Pedro está em Atos 1 e 2 e I Pedro.

Antes do dia de Pentecostes, a promessa foi dada aos discípulos “... e sereis minhas testemunhas” (At 1:8). Matias foi escolhido para se tornar “uma testemunha de Sua ressurreição” (At 1:22). Depois de Pentecostes Pedro pregou: “... do qual somos todos testemunhas” (At 2:32). Outras passagens que atestam o testemunho são: (At 3:l5; 5:12; 11:39-41; 13:31; 22:15; 26:16; I Pe 5:1).

O Evangelho segundo Marcos não usa a palavra “testemunho’ para descrever a pregação dos discípulos, como faz Lucas 24:48, mas o Evangelho inteiro é um testemunho de quem Jesus era (Mc 10:45).

No capítulo cinco do Evangelho de João verifica-se que o próprio Jesus convoca quatro testemunhas de seu ministério:

- O testemunho de João

“Outro é quem dá testemunho de mim; e sei que o testemunho que ele da de mim é verdadeiro. Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade;” (Jo 5: 32-33)

“João deu testemunho dele, e clamou dizendo: Este é aquele de quem eu disse. O que vem depois de mim; passou adiante de mim; porque antes de mim já existia.” (Jo 1:15)

- O testemunho das obras de Jesus

“Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou” (Jo 5:36).

- O testemunho do Pai

“E o Pai que me enviou, ele mesmo tem dado testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua forma;” (Jo 5:37).

- O testemunho das Escrituras

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim;” (Jo 5:39).

Ainda no Evangelho de João, Jesus apresenta mais dois testemunhos de si próprio:

- O testemunho do Espírito Santo

“Quando vier o Ajudador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim;” (Jo 15:26)

- O testemunho dos discípulos

“e também vós dareis testemunho porque estais comigo desde o principio.” (Jo 15:27)



O propósito de Deus para a Igreja


1 - É fazer com que ela viva para o louvor de Sua glória.
Tudo o que fazemos como ovelhas de Seu rebanho, deve ser para a glória de Deus.

"...o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória." (Ef 1:14)

2 - É exigir uma vida de santidade.

"Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento de sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual..." (Cl 1:9-18)

Deus quer a Igreja viva para ele e na presença dEle, mas a missão da Igreja é no mundo, mas é cumprida na presença de Deus.

3 - É o que Ele tem para cada uma de suas ovelhas.

"Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens..." (Tt 2:11-15)

A Igreja não existe independentemente de seus membros;

O apóstolo Paulo não usou a palavra Igreja em momento algum, mas falou crentes;

Nós é que damos significado a Igreja enquanto comunidade viva onde se expressa o amor de Deus.


Igreja


Igreja, do grego EKKLESIA

Novo Testamento

ekklesia
ek
= fora +
kalew = chamar

Antigo Testamento - Kahal = assembleia

Logo: Igreja é a reunião dos chamados para fora do mundo para se reunirem em torno de Jesus

1. Igreja invisível

- Todos os crentes vivos ou mortos que são membros do corpo de Cristo

"e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à Igreja" (Ef 1:22-23);

- Onde Cristo estiver ai estará a Igreja

"Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, ai estou eu no meio deles." (Mt 18:20);

- Cristo está em cada crente
"Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada." (Jo 14:23).

Logo: cada crente é a Igreja.

2. Igreja visível em geral

- Assembleia de todos os crentes vivendo um tempo qualquer -

"Assim, pois, a igreja em toda a Judéia, Galiléia e Samária, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxilio do Espírito Santo, se multiplicava." (At 9:31)

3. Igreja visível local

- Comunhão de crentes que adoram a Deus em um certo lugar

"Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Niger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo." (At 13:1).

O Pentecostes



“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar”(Atos 2:1)


Pentecostes é o nome greco-helenista para a festa das semanas instituídas por Deus em Lv 23:15-21. No Antigo Testamento esta festa acontecia cinqüenta dias após o primeiro domingo depois da Páscoa. Era uma data festiva para os judeus. Também chamada de “festa das semanas” (Êx 34:22) ou “festa da colheita”, é uma da três e mais importantes festas judaicas, em que os varões israelitas deveriam se apresentar no templo para adorar a Deus (Lv 23:21). No dia de Pentecostes o israelita expressava sua gratidão pelas bênçãos da colheita de grãos (Jr 5:24), bem como a lembrança da libertação do povo hebreu do Egito (Dt 16:12) e na oportunidade eram apresentados sacrifícios especiais. O objetivo dessa festa era fazer que Deus sempre estivesse no pensamento do povo e estimular a unidade nacional.

O dia de Pentecostes para os cristãos é dedicado a comemoração do aniversário de nascimento da Igreja. Esse dia marca o inicio da era cristã, em que o acontecimento narrado no livro dos Atos dos Apóstolos trás a mensagem de que a morte e ressurreição de Jesus Cristo deverão ser proclamadas por toda a terra. Foi nesse dia que os apóstolos tiveram a experiência do Espírito Santo em suas vidas (At 2:1-13). Para isso os discípulos necessitavam da presença do Espírito Santo para que tivessem ousadia em cumprir esta missão. O papel do Espírito Santo é santificar e dar autoridade para os redimidos para que possam ser testemunhas e sirvam como discípulos de Jesus .

Jesus já havia falado da inauguração da época do Espírito Santo (Jo 16:17-24). A vinda do Espírito Santo aconteceu no dia de Pentecostes e foi evidenciada através de fenômenos audíveis. Uma poderosa manifestação do Espírito Santo, como um som de um vento impetuoso, e com línguas de fogo pousando sobre cada um dos apóstolos, em que “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (At 2:4), e foi anunciada e proclamada publicamente a ressurreição de Jesus Cristo a representantes de todo o mundo, a judeus e prosélitos ao judaísmo que estavam reunidos em Jerusalém para celebrar a festa. Eram pessoas de todas as partes do mundo então conhecido (At 2:9-11), e todos ouviam os discípulos de Jesus falar em suas próprias línguas. Segundo o apóstolo Pedro cumpriu-se a profecia registrada em Jl 2:28-32 (At 2:15-21). O Pentecostes, para o cristão, pode ser entendido como o dia em que Deus concedeu, aos discípulos ”poder para testemunhar” (At 1:8).

Quando Lucas afirma que “estavam todos reunidos no mesmo lugar” (At 2:1), está se referindo aos cento e vinte discípulos que estavam no cenáculo em Jerusalém (At 1:15).

A exemplo dos primeiros discípulos, todo o cristão tem o dever, no Espírito Santo, de anunciar que Cristo morreu e foi ressuscitado para sua salvação. O Espírito Santo conduz o cristão à oração, à leitura e meditação da Bíblia. É quem impulsiona o que crê à reconciliação e a erguer o coração a Deus. É Ele que santifica e aproxima o crente a Deus.

A igreja nascente recebeu o batismo no Espírito Santo, por ocasião da festa de Pentecostes, e foi revestida de poder. O objetivo do poder foi testemunhar, ou seja, proclamar as grandezas de Deus em vários idiomas, como aconteceu no dia de Pentecostes, para que a mensagem fosse entendida pelos habitantes das várias nações representadas em Jerusalém, dando, assim, a idéia de universalidade do evangelho, pretendido por Jesus (Mateus 28: 19), pudesse marcar o nascimento da igreja.

A Igreja



A palavra “igreja” tem dois significados fundamentais no Novo Testamento. Em algumas passagens significa a congregação dando ênfase aos grupos de crentes em Cristo, batizados que se reúnem para adoração, companheirismo e serviço cristão. Outras vezes é usada para descrever todos aqueles que aceitaram Jesus Cristo como Salvador. É o sentido global e mais amplo da palavra igreja.

É no contexto da congregação local que o cristão se desenvolve no estudo e na prática da fé no Senhor Jesus Cristo. Ali ele deve encontrar os recursos para crescer à estatura de varão perfeito (Ef 4:13).

A igreja é um organismo vivo e dinâmico. A palavra grega EKKLESIA significa o grupo daqueles que foram chamados para fora. Significa dizer que igreja é o grupo daqueles que foram chamados para fora do mundo para se reunirem em torno de Jesus Cristo. Deus nos chamou para fora do poder do pecado. A igreja constitui o Corpo de Cristo na face da terra. Como um corpo temos a função, ou missão a desempenhar
Durante o seu ministério na terra, Jesus instituiu a Igreja. Chamou um grupo de discípulos e lhes deu os princípios normativos dessa nova comunidade (Mt 5:1-10). Jesus designou 12 homens como líderes (Mc 3:13-19). Além do mais Jesus declarou que essa nova comunidade chamar-se-ia Igreja (Mt 13:16-18).

É importante que se note o seguinte: 1) Jesus é o instituitor da igreja; 2) Ele é o Senhor da igreja; 3) a igreja está em processo de edificação. Isso significa que Jesus está chamando outras pessoas, a fim de que desfrutem das bençãos do reino dos céus; 4) a igreja, por ser de origem divina, não poderá ser destruída. O fundamento da igreja é o próprio Jesus Cristo (Ef 2:19-21). Por essa razão a igreja jamais será derrotada, por mais que se esforcem os poderes demoniacos.

Uma vez que a igreja está sob o domínio ou senhorio de Cristo, nenhum outro organismo tem autoridade sobre ela. O estado e a igreja devem se respeitar mutuamente, mas não deve haver ingerência de um sobre o outro (Mt 22:21).

O Novo Testamento menciona dois oficiais da igreja: Pastores e Diáconos.

A palavra pastor designa o líder local do grupo de cristãos, que se reúne como igreja (Ef 4:11; Hb 13:7, 17, 24; I Pe 5:4). Também se encontra na Bíblia as palavras ancião e bispo para designar líderes locais At 20:28; I Tm 3:2; Tt 1:5). A palavra ancião significa alguém respeitado, experimentado, que pode aconselhar. Bispo quer dizer alguém que cuida dos outros, que supervisiona e dirige o trabalho. Já a palavra pastor designa aquele que cuida das ovelhas. Define e descreve o cuidado e a proteção do líder com relação aos membros da igreja.

A palavra Diácono significa ser um ministro ou servo. Nesse sentido, todos os crentes são diáconos de Jesus Cristo. Mas houve, na igreja primitiva, um grupo destacado com esse título. As exigências pára que alguém seja consagrado como diácono estão descritas em Atos 6:3 e I Tm 3:8-13. Os diáconos devem ajudar os pastores em todas as atividades da igreja.
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